Passagem de D. Trump pelo Oriente Médio

Na Arábia Saudita, no dia 21 de maio de 2017, D. Trump proferiu discurso no Arab Islamic American Summit. Iniciou seu discurso elogiando o atual rei e lembrando como seu pai, o rei anterior, iniciou relações com os EUA no pós-guerra. Afirmou que os EUA não tentarão impor seu modo de vida aos Árabes e respeitarão seus costumes e crenças.

No entanto, lembrou que os EUA estão correntemente recapacitando forças militares próprias para aportar na coalizão que combaterá o extremismo na região. Anunciou a comercialização de cerca de US$ 110 bilhões em equipamentos militares norte-americanos, a partir da decisão do Rei árabe de aportar o montante em um “fundo de defesa”. D. Trump participou ainda da inauguração de um “centro de pesquisas sobre ideologias extremistas” na capital Ryad.

Em discurso, denunciou o Irã como país financiador do terrorismo e do Estado Islâmico. Convocou os países a isolarem o Irã e responsabilizou os governantes da pérsia pelo extremismo.

A tarefa mais difícil de D. Trump junto aos árabes, porém, será convencê-los sobre os benefícios de integração dos sistemas de inteligência (receita federal, ficha policial, câmeras de segurança, identificação, telecomunicações) com Israel.

Prometeu que a coalizão militar permitirá os debates evoluirem de segurança pública para estabilidade econômica, com projetos de investimento e criação de empregos. Mas, antes, cada nação terá que contribuir para o combate de extremistas nos diferentes territórios. Anunciou acordo para prevenção financeira de crimes de terrorismo, com controles de inteligência, entre os países árabes e os EUA.

A passagem do Presidente D. Trump por Israel no dia 23.05 foi marcada pelo mesmo tema de combate ao terrorismo e de celebração de uma coalizão com todas as nações que se comprometam a combater extremistas que pratiquem atos terroristas.

No Museu de Israel, em Jerusalém, iniciou discurso com referência ao recente ataque terrorista em Manchester, UK. Reafirmou laços de segurança entre os dois países. Reafirmou a legitimidade de Israel sobre Jerusalém, ainda que franqueada a todos os fiéis de quaisquer religiões.

“Quando as nações decidirão que chega de sangue e guerra? E despojarem-se de extremismos ?. “Nós temos que construir uma coalizão de países que se coloquem contra o extremismo terrorista”. [D. Trump, Israel, maio de 17]

Ou seja, tratou-se de um discurso conciliador, que buscou a união dos povos contra o extremismo muçulmano. Neste sentido, distinguiu-se de outras gestões em que o presidente dos EUA se colocou a favor de Israel, porém contra os palestinos. D. Trump comprometeu-se a celebrar um acordo de paz permanente com os palestinos. Afiançou ainda que o Irã não terá armas nucleares.

“A parceria militar com Israel está mais sólida que nunca e Israel verá grandes diferenças”. [D. Trump, Bethlehem, maio de 17]

Prometeu que o sistema de mísseis-antimísseis instalado em Israel será aprimorado e que a força aérea norte-americana estará equipando Israel com os novos caças-bombardeiros supersônicos F-35s. A Lockheed Martin, um dos maiores apoiadores da campanha de D. Trump, se encontrava sob ataques do Congresso no que se refere aos atrasos e sobre-custos no projeto de desenvolvimento do caça. Mais crítico, o projeto vinha sendo objeto de denúncia de espionagem, com vazamento de códigos-fonte para os sistemas de navegação e armas.

No encontro com a Autoridade Palestina no palácio presidencial, M. Abbas afirmou compromisso em combater o terrorismo extremista e declarou-se preparado para colaborar com os EUA, sob condições aprovadas pela ONU, incluindo-se revisão das ocupações judaicas e pleito por Jerusalém como capital do Estado palestino.

O primeiro encontro de 2017 entre os EUA e o Estado palestino ocorreu cerca de 30 dias antes da visita de D. Trump ao Oriente Médio. Após conversar com lideranças árabes e judaicas, D. Trump completou a jornada com reunião com o lider palestino. O objetivo, declarado, foi o de construir laços de confiança para formação de coalizão que inclua o Estado palestino no combate ao terrorismo.

Em síntese, apesar de significativo esforço diplomático a ser dispensado em negociações entre as nações que apoiarão os EUA pós-Trump, aparentemente os EUA obtiveram sucesso o Oriente Médio com os objetivos de comercialização de armas e formação de uma coalizão para atacar o Irã.

 

 

 

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